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Atualizado: 03-11-2026 | Tempo de leitura: 3 minutos

Sem energia, júri continua à luz de lanternas e condena mulher por matar o próprio irmão em Tucano

Sem energia, júri continua à luz de lanternas e condena mulher por matar o próprio irmão em Tucano

Uma queda de energia provocada por fortes chuvas e ventos transformou um julgamento em uma cena incomum no município de Tucano, na região sisaleira. Com o Fórum Professor Raimundo Brito às escuras, a sessão do Tribunal do Júri foi concluída à luz de lanternas na última terça-feira (27). Mesmo diante da dificuldade, os trabalhos prosseguiram e terminaram com a condenação de uma mulher a mais de 15 anos de prisão pela morte do próprio irmão.

Dois réus respondiam pelo crime ocorrido em 16 de dezembro de 2018, no povoado Pedra Grande da Tiririca, zona rural do município. A vítima, Elisvaldo Jesus de Andrade, foi morta com golpes de faca e machado e teve o corpo carbonizado posteriormente.

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A sessão foi conduzida pela juíza Marina Torres Lima, que decidiu manter o julgamento com o apoio do Ministério Público e da Defensoria Pública. A decisão levou em consideração o risco de dissolução do júri e a possibilidade de o caso precisar passar por uma terceira sessão. Aquela era a segunda tentativa de julgamento.

Sem energia, júri continua à luz de lanternas e condena mulher por matar o próprio irmão em Tucano

Elisvaldo Jesus de Andrade foi morto e carbonizado em dezembro de 2018

Ao final, Lucilene Jesus de Andrade, conhecida como "Fia", foi condenada a 15 anos, sete meses e 15 dias de reclusão por homicídio triplamente qualificado. Já Albertino Jesus de Andrade, o "Marreta", recebeu pena de um ano e dois meses de prisão por destruição de cadáver, além de 11 dias-multa.

Segundo o Ministério Público, o homicídio teria sido motivado por uma discussão entre os irmãos sobre quem conduziria o carro da mãe. Lucilene permaneceu sete anos em prisão preventiva, enquanto Albertino já havia cumprido cinco anos de prisão anteriormente.
A falta de energia atingiu metade da cidade durante o temporal e interrompeu a iluminação do fórum. Mesmo assim, a magistrada optou por concluir os trabalhos.

Investigação apontou que a motivação do crime foi fútil, decorrente de um desentendimento familiar

“Quando as luzes se apagaram, o que nos iluminou foi o compromisso de cada um com a Justiça e a consciência de que, por trás de cada processo, há famílias que esperam uma resposta”, afirmou Marina Torres Lima.

A juíza também destacou que a continuidade da sessão evitou novos prejuízos às partes envolvidas em um processo que se arrastava havia anos. Segundo ela, o julgamento foi concluído com respeito às garantias individuais, apesar das condições adversas.

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