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Atualizado: 07-08-2026 | Tempo de leitura: 2 minutos

Com 583 presos, presídio de segurança máxima de Serrinha enfrenta risco de colapso

Com 583 presos, presídio de segurança máxima de Serrinha enfrenta risco de colapso

Única prisão de segurança máxima da Bahia, o Conjunto Penal de Serrinha, opera superlotada e fora de sua função original. O alerta foi feito pela juíza Luana Martinez Geraci, da Vara de Execuções Penais, que acionou a Corregedoria do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) para pedir intervenção urgente na unidade.

Em resposta, o corregedor-geral da Justiça, desembargador Emílio Salomão Resedá, convocou uma reunião de emergência para a próxima quinta (13) com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e a Polícia Civil.

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Projetado para isolar líderes de facções e criminosos de alta periculosidade, o presídio passou a receber custodiados comuns e provisórios da região. Atualmente, a unidade abriga 583 detentos para 464 vagas reais. Desse total, 381 (69%)são presos comuns, e a previsão de chegada de mais 60 internos vindos de Feira de Santana aumenta o risco de colapso.

Com 583 presos, presídio de segurança máxima de Serrinha enfrenta risco de colapso

A juíza alertou que a convivência de detentos comuns com chefes do crime organizado facilita o recrutamento de comparsas, o envio de ordens para o meio externo e esgota as vagas estratégicas usadas para conter rebeliões no estado.

Para conter a crise, a juíza propôs a transferência imediata de 169 presos de Alagoinhas, a suspensão do envio de novos detentos comuns e o retorno às regras estritas de segurança máxima. O TJ-BA deu prazo de cinco dias para que a Seap e a Polícia Civil se manifestem sobre o caso.

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